segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Novos meios, velhas idéias.
Não, essa afirmação não é nada original - muito pelo contrário: é batida e rebatida. Porém quando tratamos de publicidade digital, muitas vezes isso é completamente esquecido em detrimento do hype da tecnologia em si.
Se você quer dizer que o produto X é moderno, basta fazer uma ação de mobile marketing para ele. Que ação? A mais papai-mamãe o possível: distribuição de conteúdo multimidia (via bluetooth, de preferência"). Que conteúdo? Um ringtone, um folder digitalizado ou uma fotografia.
Realidade Aumentada, Location Based Services, esses e todos os outros recursos que são oferecidos pela tecnologia hoje são muito legais, mas são apenas meios. Inconscientemente, hoje tendemos a confundir o meio com a mensagem (fazendo uma pequena, e talvez descabida, alusão a McLuhan). Muitas ações no campo da publicidade digital hoje destacam os recursos tecnológicos, mas carecem de idéias.
A tendência hoje, como bem sabemos, é integrar o físico (ou real, ou até tradicional, se preferirem) e o digital. E falar disso hoje é falar de Realidade Aumentada. Por que? Porque é o hype. Mas existem outras formas de fazer isso. Uma delas foi a solução encontrada em um anúncio impresso para o lançamento do Axe Day e Axe Night, no Uruguai.
O anúncio aparecia incompleto, com partes "importantes" substituídas por quadrados brancos. No texto, pedia-se para que o leitor enviasse um SMS para o ShortCode da AXE (após as 21h, é válido ressaltar). Após fazê-lo, ele recebe um MMS com as partes faltantes do anúncio:
A Lowe Ginkgo fez uma das melhores ações de mobile marketing que eu já vi com uma das primeiras ferramentas de mobile marketing (e a mais elementar): o SMS.
Claro que isso também poderia ser feito com realidade aumentada, mas exigiria uma série de complicações e o público-alvo atingido seria bem menor. Mas o pessoal da Lowe Ginkgo sabe disso, e a escolha foi completamente consciente, porque eles não pensaram nos meios e sim na mensagem (e na forma mais eficaz de transmiti-la).
Fonte: Axe usa SMS para completar anúncio impresso.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Bradesco e a Realidade Aumentada
Há poucos dias foi publicado no Youtube um vídeo - realizado pela Insula Comunicação - que mostra um aplicativo de Realidade Aumentada do bradesco para iPhones. Misturando elementos virtuais em ambientes físicos, o aplicativo foi batizado com o nome Presença. O funcionamento do aplicativo é bem simples: o usuário baixa o programa para o iPhone, aponta a câmera do celular para uma determinada área e aparecem na tela a localização das agências do banco Bradesco que existem na região. O aplicativo informa a distância que usuário está do estabelecimento, atualizando os dados conforme mudança de posicionamento. Além disso, o aplicativo pode funcionar como uma bússula (GPS) indicando através de setas os caminhos que o usuário pode seguir para chegar até as agências e caixas eletrônicos do banco.
Veja o vídeo:segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Um pouco sobre Mobile Marketing
É um dos meios...
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Crossmedia, versão 2.0
Esta tecnologia (assim como este conceito) está sim sendo utilizada exaustivamente nos últimos tempos, tanto dentro (pasmem) quanto for a do Brasil, mas eu não seria radical do ponto de afirmar que a “realidade aumentada para simplesmente salientar na tela do computador ou do celular do usuário algo que se refere ao conteúdo de uma campanha, já virou feijão com arroz”, como diz o Gabriel Jacob, do blog Advertido.
A JWT lançou, no Reino Unido, uma campanha que tenta fugir do “lugar comum” da realidade aumentada juntando em uma única ação três “lugares comuns” (dois, na minha opinião, muito mais batidos que a RA). A ação utiliza um QR Code, veiculado em determinadas revistas britânicas, para ativar o Layar, plataforma de RA para smartphones com Android (o que ao meu ver restringiu consideravelmente o público, já que o sistema da Google ainda tem pouco marketshare), que apontará caminhos para a concessionária da Mazda mais próximas do usuário – a partir do suporte do sistema GPS do Google, claro.
A campanha é realmente curiosa, muito bem idealizada.
A integração dos serviços realmente é um diferencial, mas não achei que fugiram do feijão-com-arroz; não foram dadas utilizações diferentes ás ferramentas, cada uma delas foi utilizada da mesma forma como seria individualmente, a JWT apenas encurtou caminhos: o QRCode tirou o usuário do suporte físico e levou para o virtual, link usuário com mundo virtu o Layar, o Layar e o GPS apontaram caminhos. Nada de novo.
Fontes: Mazda mescla R.A. com QR Code e GPS.