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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Teste das Cervejas

Este comercial é bastante interessante. Ele traz cenas de pessoas que se surpreendem ao comparar Kaiser com a sua cerveja preferida. Para verificar qual é a cerveja preferida dos consumidores em 09 das principais capitais do país*, foi realizado através do Instituto de Pesquisas Data Folha o Teste das Cervejas, marca Kaiser versus as 4 principais marcas concorrentes no mercado nacional.
Além dos víedo, a Kaiser lançou como outro artifíco publicitário o site: www.testedascervejas.com.br

É um comercial que foge dos tradicionais comerciais de cerveja, que trazem estereótipos de cervejeiros e mulheres "gostosas" (desculpa, não encontrei outra palavra). O Teste das Cervejas diz claramente o nome das cervejas concorrentes, outra fator difícil de encontrar nos comerciais brasileiros de cerveja. O interessante é que os protagonistas do comercial são pessoas comuns que experimentem a cerveja e se surpreendem.

Sem mais, aqui está o comercial:

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Branded Content da Pampers

A Pampers (estadunidense) acaba de lançar “A parent is born“, uma websérie de 12 episódios.
Apesar de alguns criticarem, eu achei a iniciativa muito interessante.
 
O site da Pampers, recentemente reelaborado, já é uma ferramenta que merece atenção: o site respeita o usuário e não subestima sua inteligência e capacidade de julgamento, enquanto consumidor. É óbvio que sua proposta é publicizar a marca através do conteúdo, mas seu grande diferencial está na forma como isso é feito (em relação a outros sites semelhantes).
Como rege os princípios do Branded Content (ou Comunicação por Conteúdo, em tradução livre), todo conteúdo é extremamente pertinente ao público-alvo da marca: a profundidade das informações deixa claro que elas não são apenas uma componente secundária na ferramenta, não estão ali somente para contextualizar a marca, elas são o objeto da ferramenta, enquanto a marca (aparentemente) é secundária.

É claro que Patrick Kraus, diretor de marketing da Pampers, afirma que o site e todas as suas ferramentas de comunicação on-line são “apenas” uma tentativa da marca de se promover como uma (inocente) plataforma de conteúdo, mas não precisamos ser ingênuos a ponto de acreditar nisso – nem por isso, deixe de acessar o site, se você for pai ou mãe, pois ela, com certeza, terá muito do que você procure ou se interesse.
 

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Crossmedia, versão 2.0

A realidade aumentada pode ser basicamente definida como integração do mundo real e elementos virtuais por determinadas tecnologias. Sua principal manifestação hoje, ou pelo menos a mais conhecida, é a “ampliação” de vídeos transmitidos ao vivo pelo computador, com gráficos virtuais.

Esta tecnologia (assim como este conceito) está sim sendo utilizada exaustivamente nos últimos tempos, tanto dentro (pasmem) quanto for a do Brasil, mas eu não seria radical do ponto de afirmar que a “realidade aumentada para simplesmente salientar na tela do computador ou do celular do usuário algo que se refere ao conteúdo de uma campanha, já virou feijão com arroz”, como diz o Gabriel Jacob, do blog Advertido. Ainda estamos engatinhando no descobrimento desta tecnologia, o problema é que nos deixamos levar muito pelo hype do vídeo. Porque não desenvolvemos uma ação de RA exclusivamente com áudio? Não é porque não utilizaremos elementos visuais que não teremos um bom resultado, basta ter criatividade. Mas não falaremos disso (agora), falaremos exatamente de como uma ação conseguiu driblar esse (suposto) “feijão com arroz”.

A JWT lançou, no Reino Unido, uma campanha que tenta fugir do “lugar comum” da realidade aumentada juntando em uma única ação três “lugares comuns” (dois, na minha opinião, muito mais batidos que a RA). A ação utiliza um QR Code, veiculado em determinadas revistas britânicas, para ativar o Layar, plataforma de RA para smartphones com Android (o que ao meu ver restringiu consideravelmente o público, já que o sistema da Google ainda tem pouco marketshare), que apontará caminhos para a concessionária da Mazda mais próximas do usuário – a partir do suporte do sistema GPS do Google, claro.


A campanha é realmente curiosa, muito bem idealizada.
A integração dos serviços realmente é um diferencial, mas não achei que fugiram do feijão-com-arroz; não foram dadas utilizações diferentes ás ferramentas, cada uma delas foi utilizada da mesma forma como seria individualmente, a JWT apenas encurtou caminhos: o QRCode tirou o usuário do suporte físico e levou para o virtual, link usuário com mundo virtu o Layar, o Layar e o GPS apontaram caminhos. Nada de novo.

Fontes: Mazda mescla R.A. com QR Code e GPS.